Posts Tagged ‘arte’

Softborders (UNESP)

10/11/2011

A exposição Softborders aconteceu entre 4 e 6 novembro na Galeria de Arte da UNESP.

“O evento reune artistas, curadores e pesquisadores de diversos países para apresentar e discutir as artes de novas mídias, no contexto internacional e local de cada país, especialmente o Brasil, que é a sede da presente edição. A exposição conta com trabalhos nacionais curados por Silvia Laurentiz e trabalhos internacionais curados por Basak Senova e Elena Veljanovska.”

Participei da exposição juntamente com o Grupo Poéticas Digitais, com uma versão parcial da obra Amoreiras, consistindo de uma das caixas e um dvd explicativo do projeto. Leia mais sobre o Amoreiras aqui.

XIII Congresso de Tecnologia – Fatec

07/10/2011

De 3 a 7 de outubro de 2011 aconteceu o XIII Congresso de Tecnologia na Faculdade de Tecnologia (Fatec) de São Paulo. Participei de uma mesa redonda sobre o tema “Arte e Tecnologia” juntamente com Maurício Taveira, a convite de Luis Bueno, professor na Fatec e mediador da discussão.

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Janet Murray off the Holodeck?

15/02/2011

[There is and abstract in english at the end of this post.]

Estava googleando esses dias e encontrei esta palestra bacana da Janet Murray no youtube, sobre Narratividade em mídias digitais, jogos e outras coisas mais.

Leia o resto do post aqui.

Laurie Anderson – I in U / Eu em Tu

08/11/2010

Post originalmente publicado no meu blog pessoal, aqui.

I am in my body the way most people drive in their cars.

Está excelente a exposição da artista Laurie Anderson no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil),  “I in U / Eu em Tu”, que vai até o dia 26 de Dezembro de 2010.

Tem de tudo, desde vídeos e projeções, até instalações, objetos, desenhos e registros de performances, além dos ótimos textos e versos que povoam as paredes dos 3 andares (+1 subsolo) que integram a exposição.

Mais info sobre a exposição no Catraca Livre.

Me identifico e me inspiro muito por esta artista, pelo uso humano que ela faz da tecnologia, pela simplicidade e precisão dos seus escritos e principalmente pelo experimentalismo que permeia todos os aspectos do seu trabalho.

Harold Cohen sobre Arte e Máquina (1978)

19/03/2010

Harold Cohen

Harold Cohen é um artista que passou da pintura à arte computacional e produziu trabalhos bem interessantes, como o Aaron, um software que “cria pinturas“, e um robô que desenha (mostrado na imagem acima).

Separei alguns trechos de uma entrevista com ele realizada por Moira Roth para a publicação Art in America, em 1978. Seu discurso é bem rico e inspirador, principalmente pelas suas reflexões a respeito da arte computacional e da arte de uma maneira geral.

O  interesse de Cohen é a mente criativa, não a máquina. Para ele, a máquina é apenas um meio ou ferramenta.

The machine is interesting to me for just one reason. It makes it possible to model certain aspects of the human mind. I am concerned with how human beings work. I am not much concerned with how machines work. (…) I really think of myself as a humanist in a very old fashioned sense. (pg 106)

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Pierre Lévy

08/03/2010

Trechos selecionados comentados de O Que é o Virtual?, de Pierre Lévy (1999).

VIRTUALIZAÇÃO

[A] virtualização não e boa, nem má, nem neutra. (pg 11)

[S]eguindo estritamente o vocabulário filosófico, não se deveria falar de imagens virtuais para qualificar as imagens digitais, mas de imagens possiveis sendo exibidas. (pg 40)

O virtual não se opõe ao real e sim ao atual. O possível se opõe ao real.

O virtual só eclode com a entrada da subjetividade humana no circuito (pg 40)

A atualização (o processo inverso da virtualização), por sua vez, só ocorre quando há interpretação por parte do receptor.

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Marginalia Project

19/02/2010

Marginalia Project é um grupo com laboratório sediado no Labmídia, no Departamento de Comunicação Social da UFMG. Realizam projetos diversos em arte e tecnologia, incluindo performances, mídias móveis, vídeo e inteligência artificial.

Cheguei ao site deles via google. Me interessaram especialmente os seus projetos Generator e Furniture Processing, que consistem no desenvolvimento de aplicativos para criação de roupas e móveis em colaboração com a máquina.

Direto do site do grupo (grifos meus):

Generator é um software de modelagem de indumentária, onde máquina e criador invertem papéis e criam uma relação de dependência mútua, na qual as funções desempenhadas por cada um perdem sentido quando isoladas. Partindo de uma modelagem inicial básica produzida digitalmente pelo criador (seja ela uma parte de cima, um vestido ou uma calça), a máquina gera deformações infinitas que resultarão em novas formas. Essas formas serão por fim trabalhadas novamente pelo criador, responsável pela união das partes recortadas em tecido e por transformar a modelagem plana em um objeto tridimensional único.

(…) Furniture Processing consiste em desenvolver uma interface [para o design de] peças de mobiliário que respondam as demandas individuais dos usuários. Aliada à parâmetros que serão preenchidos pelo usuário, tais como relações ergonométricas, estruturais e de acabamento, a idéia é gerar uma peça única para cada um. A visualização será tridimensional na tela do computador e passível de ser construída através de técnicas de fabricação digital tais como corte CNC (computer numeric controlled) e prototipagem rápida.

www.marginaliaproject.com
marginalia project lab

A Arte Como Pesquisa

06/12/2009

Obs: post in english  below, after the jump

A pesquisa científica e tecnológica não é tão “objetiva” como muitos de seus profissionais gostariam que fosse (…) [O] empreendimento todo está sujeito a poderosas forças políticas, econômicas e sociais (…) Muitas teorias e tecnologias que poderiam ser significativas são ignoradas. (…)

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#8.ART

21/10/2009

#8.ART

Escrevo para registrar a minha “participação à distância” com um artigo no #8.ART (8° Encontro Internacional de Arte e Tecnologia), que aconteceu em Brasília entre os dias 16 e 20 de Setembro.

Direto do site (www.fav.ufg.br/8art):

(…) o #8.ART propõe como objetivo desvelar a complexa relação política, social e identitária, visando evidenciar o pensamento artístico, por meio de noções emergentes que permitem compreender e aprofundar as teorias que nascem a partir de novos paradigmas estéticos vinculados à simbiose dos pensamentos sistêmico, artístico, científicos, tecnológico, estético e político.

O texto com o qual participei do encontro é o mesmo que apresentei na ANPAP (leia neste post), chamado O Processo Criativo em Meios Digitais: uma metodologia de análise, escrito em co-autoria com Gilbertto Prado (ECA USP/CNPq). Infelizmente eu não pude estar lá para apresentar o texto e prestigiar o evento.

Fazia parte da programação do congresso a exposição Instinto, na qual estava exposta a obra Desluz, do grupo Poéticas Digitais (ECA-USP). Leia mais sobre o Desluz neste post.

Lucas Samaras

21/07/2009

Por que você está conduzindo esta entrevista?
Eu quero cristalizar a situação diária de conversar comigo mesmo. (…)
Se você estivesse sozinho no mundo você seria um artista?
Eu estou sozinho no mundo. (…)
Você é simpático com as pessoas?
Não. Eu sou preciso quanto aos meus sentimentos.
Você quer ser rico?
Não mais.
Por quê?
A riqueza é  uma profissão.
Você não quer riqueza?
Eu quero apenas o suficiente para viver e fazer o meu trabalho sem sentir que eu preciso dar algo por culpa ou generosidade.
Qual é o problema com a generosidade?
Ela perpetua uma aristocracia endinheirada. (…)
Por que você não dirige?
Eu não confio nos meus instintos assassinos.
Por que você quer um megafone, por que alcançar milhões?
Eu não quero alcançar milhões mas o equivalente a mim mesmo entre esses milhões.”

Trechos de “Another Autointerview” (1971), do artista Lucas Samaras, retirados do livro “Theories and Documents of Contemporary Art: Source Book of Artists Writings” (1996), editado por Peter Selz e Kristine Stiles (tradução e grifo meus).

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