Archive for the ‘fichamento’ Category

Criatividade Computacional – II ICC-2011

28/07/2011

Computational Creativity is the study and simulation, by computational means, of behaviour, natural and artificial, which would, if observed in humans, be deemed creative.

Pesquisas e artigos bem interessantes sobre inteligência, percepção, linguagem, jogos, poesia, música e arte generativa em geral na última ICCC (conferência internacional de criatividade computacional – até rimou).

Muitas das pesquisas tratam da noção de tentar compreender e emular a maneira como a mente funciona (em oposição a implementar uma simulação “ideal” – ou “não-humana”). Isso envolve considerar aspectos como ambiguidade, pontos de vista etc. Eu tenho a tendência a preferir este tipo de abordagem, principalmente quando levada ao extremo – são soluções computacionalmente muito mais “caras” (isto é, exigem mais memória, maior poder de processamento etc.), mas (relativamente) mais fáceis de implementar e com resultados muito mais realistas (no sentido de similaridade ao comportamento de um ser humano).

Comentarei alguns dos artigos e pesquisas abaixo (não vou linkar todos, mas aqui tem uma lista com os pdfs).

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Autonomia Cibernética | Emoção Art.ficial 5.0

29/03/2011

A boa arte tecnológica tem ainda essencialidade e eficácia: só poderia ser realizada assim e com esses meios. (…) [A] arte não é o mundo e não explica o mundo, mesmo quando embaralha dados factuais. Sem dúvida os meios determinam o modo como ela se constitui e é revelada, mas eles continuam no seu papel, que é o de mediar o sentido. Por isso mesmo a boa arte tecnológica não necessita se apresentar recoberta por um discurso excessivamente técnico. (Arlindo Machado)

Chegou aqui em casa o belo (e verde) catálogo da exposição Autonomia Cibernética, da qual participamos com o Projeto Amoreiras, no ano passado (2010), no Itaú Cultural. Esta foi a quinta edição da bienal internacional de arte e tecnologia – Emoção Art.ficial.

O catálogo tem 192 páginas e está cheio de belas fotos, gráficos e textos interessantes relacionados ao tema da bienal, que contou com trabalhos como Evolved Virtual Creatures (Karl Sims, 1884), Metacampo (SCIARTS, 2010) e o nosso próprio Projeto Amoreiras (Grupo Poéticas Digitais, 2010) – há ótimos vídeos apresentando estes e outros trabalhos na própria página da bienal, aqui.

  • Assista o vídeo sobre o Projeto Amoreiras.
  • Visite o blog do Grupo Poéticas Digitais.
  • Leia um post anterior neste blog sobre a exposição.

Janet Murray off the Holodeck?

15/02/2011

[There is and abstract in english at the end of this post.]

Estava googleando esses dias e encontrei esta palestra bacana da Janet Murray no youtube, sobre Narratividade em mídias digitais, jogos e outras coisas mais.

Leia o resto do post aqui.

Sol LeWitt, Arte Conceitual, Arte Computacional

12/12/2010

The idea becomes a machine that makes the art.
(Sol Lewitt, 1967)

Sol LeWitt (1928-2007) era um artista e teórico das Artes Conceitual e Minimalista, defendendo a primazia da idéia sobre as habilidades manuais/técnicas do artista, ou mesmo sobre a aparência final da obra de arte.

A origem da Arte Computacional se relaciona a determinadas vertentes da Arte Conceitual, como por exemplo a Arte Declarativa.

Assista um vídeo com algumas imagens da exposição Sol LeWitt: 2D+3D (2010).

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Repensando Flusser e as Imagens Técnicas – Arlindo Machado

16/09/2010

Neste breve ensaio, entitulado Repensando Flusser e as Imagens Técnicas (2001), Arlindo Machado examina a criação e a arte em meios digitais, tomando como base principalmente Vilem Flusser e seu livro Filosofia da Caixa Preta (1985).

Apesar de Machado abordar uma série de temas neste texto, achei este trecho no final especialmente interessante, por sugerir que pode estar na arte a recuperação do humano na tecnologia:

Aparelhos, processos e suportes possibilitados pelas novas tecnologias repercutem, como bem o sabemos, em nossos sistemas de vida e de pensamento, em nossa capacidade imaginativa e nas nossas formas de percepção do mundo. Cabe à arte fazer desencadear todas essas conseqüências, nos seus aspectos grandes e pequenos, positivos e negativos, tornando explícito aquilo que nas mãos dos funcionários da produção ficaria apenas enrustido, desapercebido ou mascarado. (…) Voltando a Flusser, a arte coloca hoje os homens diante do desafio de poder viver livremente num mundo programado por aparelhos. (grifo meu)

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Michael Mateas sobre Autoria Procedimental

30/03/2010

Michael Mateas é coordenador do Expressive Intelligence Studio (UC Santa Cruz), tem interesse na intersecção entre inteligência artificial, arte e design e é um dos criadores de Façade (wiki | site), ums das implementações mais bem sucedidas na área da narrativa digital.

Transcrevo a seguir trechos de dois artigos seus (um deles em co-autoria com Andrew Stern), e que explicam bem a importância do chamado aspecto procedimental do numérico (como definido por Murray) como predominante na caracterização deste meio, em oposição a outros aspectos comumente priorizados pelos desenvolvedores e estudiosos na área, como a interatividade, a capacidade de armazenamento e a velocidade de processamento.

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Ian Bogost e a Expressividade do Numérico

26/03/2010

Braid

Ian Bogost estuda jogos eletrônicos, com ênfase no potencial expressivo deste meio. Recentemente publicou (aqui) o conteúdo de uma palestra sua no GDC 2010 (Game Developers Conference), que ilustra bem a importância do aspecto procedimental no potencial expressivo do numérico.

O trecho a seguir utiliza como exemplo Braid (imagem acima), um dos jogos mais elogiados nos últimos tempos, por conta de explorar de maneira profunda e original um recurso não tão original assim – o conceito da “inversão do tempo” (veja um vídeo do jogo aqui).

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Harold Cohen sobre Arte e Máquina (1978)

19/03/2010

Harold Cohen

Harold Cohen é um artista que passou da pintura à arte computacional e produziu trabalhos bem interessantes, como o Aaron, um software que “cria pinturas“, e um robô que desenha (mostrado na imagem acima).

Separei alguns trechos de uma entrevista com ele realizada por Moira Roth para a publicação Art in America, em 1978. Seu discurso é bem rico e inspirador, principalmente pelas suas reflexões a respeito da arte computacional e da arte de uma maneira geral.

O  interesse de Cohen é a mente criativa, não a máquina. Para ele, a máquina é apenas um meio ou ferramenta.

The machine is interesting to me for just one reason. It makes it possible to model certain aspects of the human mind. I am concerned with how human beings work. I am not much concerned with how machines work. (…) I really think of myself as a humanist in a very old fashioned sense. (pg 106)

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Pierre Lévy

08/03/2010

Trechos selecionados comentados de O Que é o Virtual?, de Pierre Lévy (1999).

VIRTUALIZAÇÃO

[A] virtualização não e boa, nem má, nem neutra. (pg 11)

[S]eguindo estritamente o vocabulário filosófico, não se deveria falar de imagens virtuais para qualificar as imagens digitais, mas de imagens possiveis sendo exibidas. (pg 40)

O virtual não se opõe ao real e sim ao atual. O possível se opõe ao real.

O virtual só eclode com a entrada da subjetividade humana no circuito (pg 40)

A atualização (o processo inverso da virtualização), por sua vez, só ocorre quando há interpretação por parte do receptor.

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O Músico Computadorizado

18/02/2010

Seguem alguns trechos de duas entrevistas originalmente publicadas na revista COMPUTE!, em 1986, sobre sintetizadores e o uso de computadores na composição  musical. Os entrevistados são Wendy Carlos e Frank Zappa, e as entrevistas foram conduzidas por Kathy Yakal.

Wendy Carlos, uma das pioneiras na música eletrônica (ou “pioneiro”, já que quando começou a colaborar no desenvolvimento dos sintetizadores Moog me parece que seu nome ainda era Walter), compôs e produziu a trilha sonora de filmes como A Clockwork Orange e Tron.

Sobre controle x criatividade (grifo meu):

If you have a machine that gives the pilot of a plane the ability to move every molecule on the surface of the plane, the pilot will probably crash the plane because there’s too much there to control – it’s overwhelming. Whereas if you have an automatic pilot with a lot of automatic features, the pilot has very little to do, and there’s very little difference from one flight to another because it’s almost automatic. (…) Somewhere in-between is where we stand with synthetizers.

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