Archive for março \30\UTC 2010

Michael Mateas sobre Autoria Procedimental

30/03/2010

Michael Mateas é coordenador do Expressive Intelligence Studio (UC Santa Cruz), tem interesse na intersecção entre inteligência artificial, arte e design e é um dos criadores de Façade (wiki | site), ums das implementações mais bem sucedidas na área da narrativa digital.

Transcrevo a seguir trechos de dois artigos seus (um deles em co-autoria com Andrew Stern), e que explicam bem a importância do chamado aspecto procedimental do numérico (como definido por Murray) como predominante na caracterização deste meio, em oposição a outros aspectos comumente priorizados pelos desenvolvedores e estudiosos na área, como a interatividade, a capacidade de armazenamento e a velocidade de processamento.

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Ian Bogost e a Expressividade do Numérico

26/03/2010

Braid

Ian Bogost estuda jogos eletrônicos, com ênfase no potencial expressivo deste meio. Recentemente publicou (aqui) o conteúdo de uma palestra sua no GDC 2010 (Game Developers Conference), que ilustra bem a importância do aspecto procedimental no potencial expressivo do numérico.

O trecho a seguir utiliza como exemplo Braid (imagem acima), um dos jogos mais elogiados nos últimos tempos, por conta de explorar de maneira profunda e original um recurso não tão original assim – o conceito da “inversão do tempo” (veja um vídeo do jogo aqui).

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Amoreiras no Emoção Art.ficial 5.0

19/03/2010

Amoreiras - Grupo Poéticas Digitais ECA/USP

Amoreiras é um projeto sobre autonomia, aprendizado artificial, natureza e meio ambiente. Os atores principais são cinco novas árvores na Avenida Paulista, centro cultural e econômico de São Paulo.

O projeto Amoreiras, que estamos desenvolvendo no Grupo Poéticas Digitais (ECA/USP), fará parte da exposição Emoção Art.ficial 5.0, cujo tema este ano é “autonomia”.

Direto do site do Itaú Cultural:

Quatro propostas foram escolhidas para participar da próxima bienal de arte e tecnologia do Itaú Cultural. Os quatro projetos eleitos, dos 95 inscritos na chamada de trabalhos, irão se juntar a outras obras internacionais para compor a exposição Emoção Art.ficial 5.0, que estreia em julho na sede do Itaú Cultural, em São Paulo. Arlindo Machado e Regina Silveira foram responsáveis pela seleção dos trabalhos, que serão produzidos pelo instituto.

Entre os demais selecionados estão Lali Krotoszynski (ballet digitallique), o SCIArts (MetaCampo) e Tania Fraga (Caracolomobile).

Conheça os trabalhos selecionados para o Emoção Art.ficial 5.0

Quatro propostas foram escolhidas para participar da próxima bienal de arte e tecnologia do Itaú Cultural

Os quatro projetos eleitos, dos 95 inscritos na chamada de trabalhos, irão se juntar a outras obras internacionais para compor a exposição Emoção Art.ficial 5.0, que estreia em julho na sede do Itaú Cultural, em São Paulo.

Arlindo Machado e Regina Silveira foram responsáveis pela seleção dos trabalhos, que serão produzidos pelo instituto. Conheça os selecionados:

Lali Krotoszynski
Obra: ballet digitallique

Grupo Poéticas Digitais
Obra: Projeto Amoreiras

SCIArts
Obra: MetaCampo

Tania Fraga
Obra: Caracolomobile

Harold Cohen sobre Arte e Máquina (1978)

19/03/2010

Harold Cohen

Harold Cohen é um artista que passou da pintura à arte computacional e produziu trabalhos bem interessantes, como o Aaron, um software que “cria pinturas“, e um robô que desenha (mostrado na imagem acima).

Separei alguns trechos de uma entrevista com ele realizada por Moira Roth para a publicação Art in America, em 1978. Seu discurso é bem rico e inspirador, principalmente pelas suas reflexões a respeito da arte computacional e da arte de uma maneira geral.

O  interesse de Cohen é a mente criativa, não a máquina. Para ele, a máquina é apenas um meio ou ferramenta.

The machine is interesting to me for just one reason. It makes it possible to model certain aspects of the human mind. I am concerned with how human beings work. I am not much concerned with how machines work. (…) I really think of myself as a humanist in a very old fashioned sense. (pg 106)

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Conte com o Digital

14/03/2010

No Estadão de hoje saiu uma entrevista com Umberto Eco, tratando principalmente do seu novo livro Não Contem com o Fim do Livro (co-autoria com Jean-Claude Carrière, Editora Record).

Minha impressão desta entrevista é de que Eco sugere um conflito desnecessário entre o físico e o digital, e que acaba indo contra o próprio processo que ele busca defender – a evolução na produção, armazenamento, difusão e recepção do conhecimento.

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Estrutura

08/03/2010

Estrutura?

O que a imagem acima significa? Parece uma pauta de música. Talvez represente alguma estrutura. Mas estrutura de que? Algo discreto e objetivo? Pode representar uma emoção, um conceito abstrato, uma idéia subjetiva? Porque não?

Pierre Lévy

08/03/2010

Trechos selecionados comentados de O Que é o Virtual?, de Pierre Lévy (1999).

VIRTUALIZAÇÃO

[A] virtualização não e boa, nem má, nem neutra. (pg 11)

[S]eguindo estritamente o vocabulário filosófico, não se deveria falar de imagens virtuais para qualificar as imagens digitais, mas de imagens possiveis sendo exibidas. (pg 40)

O virtual não se opõe ao real e sim ao atual. O possível se opõe ao real.

O virtual só eclode com a entrada da subjetividade humana no circuito (pg 40)

A atualização (o processo inverso da virtualização), por sua vez, só ocorre quando há interpretação por parte do receptor.

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