Archive for fevereiro \25\UTC 2010

Nick Montfort: poesia procedural

25/02/2010

Entrevista interessante com Nick Montfort, falando sobre o seu projeto de poesia procedural, ppg256.

Assista aqui (youtube, ~5min).

Trecho:

I’m not trying to create cognition that is like human cognition. I’m not trying to simulate the way that people think. But I am trying to create language in a way that is provocative, that is really interesting to people, that makes them think in new ways. And I’m trying to uncover things about the english language that we wouldn’t find even by doing very sofisticated computation linguistic sort of work. So it’s a project that is envolved with the poetic use of the computer – how to create something interesting with the computer and how to write a program that itself produces something interesting as an output.

(transcrição minha – início em 3:19)

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Heavy Rain x Façade?!

24/02/2010

Já faz um bom tempo que eu perdi o interesse por jogos de aventura (aqueles nos quais você caminha de um lugar para o outro, encontra itens, conversa com pessoas, etc). Há muitos jogos excelentes no gênero, mas eu me cansei da frustração de estar trancado em um quarto apesar de ter um machado no meu inventório, ou de ser obrigado a limitar os meus diálogos a determinadas falas pré-estabelecidas.

Decidi que só voltaria a me aventurar no gênero quando houvesse alguma grande evolução nesse sentido, que realmente expandisse de maneira significativa o grau de abertura e o potencial nível de interatividade com esses mundos virtuais e seus habitantes.

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Marginalia Project

19/02/2010

Marginalia Project é um grupo com laboratório sediado no Labmídia, no Departamento de Comunicação Social da UFMG. Realizam projetos diversos em arte e tecnologia, incluindo performances, mídias móveis, vídeo e inteligência artificial.

Cheguei ao site deles via google. Me interessaram especialmente os seus projetos Generator e Furniture Processing, que consistem no desenvolvimento de aplicativos para criação de roupas e móveis em colaboração com a máquina.

Direto do site do grupo (grifos meus):

Generator é um software de modelagem de indumentária, onde máquina e criador invertem papéis e criam uma relação de dependência mútua, na qual as funções desempenhadas por cada um perdem sentido quando isoladas. Partindo de uma modelagem inicial básica produzida digitalmente pelo criador (seja ela uma parte de cima, um vestido ou uma calça), a máquina gera deformações infinitas que resultarão em novas formas. Essas formas serão por fim trabalhadas novamente pelo criador, responsável pela união das partes recortadas em tecido e por transformar a modelagem plana em um objeto tridimensional único.

(…) Furniture Processing consiste em desenvolver uma interface [para o design de] peças de mobiliário que respondam as demandas individuais dos usuários. Aliada à parâmetros que serão preenchidos pelo usuário, tais como relações ergonométricas, estruturais e de acabamento, a idéia é gerar uma peça única para cada um. A visualização será tridimensional na tela do computador e passível de ser construída através de técnicas de fabricação digital tais como corte CNC (computer numeric controlled) e prototipagem rápida.

www.marginaliaproject.com
marginalia project lab

O Músico Computadorizado

18/02/2010

Seguem alguns trechos de duas entrevistas originalmente publicadas na revista COMPUTE!, em 1986, sobre sintetizadores e o uso de computadores na composição  musical. Os entrevistados são Wendy Carlos e Frank Zappa, e as entrevistas foram conduzidas por Kathy Yakal.

Wendy Carlos, uma das pioneiras na música eletrônica (ou “pioneiro”, já que quando começou a colaborar no desenvolvimento dos sintetizadores Moog me parece que seu nome ainda era Walter), compôs e produziu a trilha sonora de filmes como A Clockwork Orange e Tron.

Sobre controle x criatividade (grifo meu):

If you have a machine that gives the pilot of a plane the ability to move every molecule on the surface of the plane, the pilot will probably crash the plane because there’s too much there to control – it’s overwhelming. Whereas if you have an automatic pilot with a lot of automatic features, the pilot has very little to do, and there’s very little difference from one flight to another because it’s almost automatic. (…) Somewhere in-between is where we stand with synthetizers.

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