Computação Gráfica + PAE

23/11/2009 by maquinacriadora

Post rápido para mostrar alguns experimentos que tenho feito no 3D MAX. Veja as imagens abaixo.

Fazia um bom tempo que eu não mexia com 3D, mas acabei voltando à ativa por conta das atividades que tenho realizado junto à disciplina de Computação Gráfica, ministrada na Graduação pela Profa. Monica Tavares no Departamento de Artes Plásticas da ECA-USP, e na qual estou estagiando pelo PAE (Programa de Aperfeiçoamento de Ensino).

O estágio PAE tem como objetivo iniciar pós-graduandos na prática de ensino. Por conta do contato que se tem com tantos alunos, e de perfis tão diversos, o programa também serve como uma ótima experiência de aprendizado.

Clique aqui para ver as imagens

Desluz *não está* no Museu Nacional de Brasília

10/11/2009 by maquinacriadora

20091110_producao_museunacional

[Edit: por conta de alguns imprevistos o Desluz não está exposto no Museu Nacional!]

O projeto Desluz, do qual falei anteriormente neste post, está exposto no Museu Nacional de Brasília deste o final de Outubro.

Desta vez, além da medição do nível de atividade na rua, também estamos armazenando as imagens correspondentes a cada medida. Esperamos depois utilizar esse enorme volume de informação e imagens em alguma produção derivada, provavelmente voltada à visualização de dados.

Aliás, se você estiver passando pela Rua Augusta, entre o hotel Augusta Plaza e uma loja de materiais de construção, se você ficar pelo menos 1 minuto parado sua imagem será registrada (a webcam está voltada para o lado ímpar da calçada).

Como infelizmente ainda não temos muita informação ou imagens da exposição no Museu Nacional, por enquanto publico algumas das capturas realizadas pela webcam.

Clique aqui para ver as imagens

FILE 10 NURBS PROTO 4KT (!)

06/11/2009 by maquinacriadora

FILE 2009 thumb

*Attention: English version after the jump, at the bottom*

A décima edição do FILE (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica) aconteceu no Sesi-SP de 28 de julho a 20 de setembro e contou com uma enorme quantidade de trabalhos em diversas categorias.

Fiquei satisfeito de ver a disciplina dos Estudos do Software (Software Studies), representada por Lev Manovich, na área da Analítica Cultural (no catálogo do evento há um texto dele sobre as NURBS), e pelo brasileiro Cícero Silva, (que tratou principalmente da tecnologia em torno do cinema 4KT).

Segue um trecho do texto de Cícero que está no catálogo do festival:

O espírito de um espectador, cuja atenção fora “domesticada” por um tipo de narratividade do cinema, reencontra agora um universo de aparatos tecnológicos de maravilhamento que o coloca diante de uma nova dimensão de simultaneidades e atenções flutuantes. (…) Um outro mundo de imagens nos espera. Ou, pelo contrário: somos outros e a esta imagem foi construída justamente para dar conta da nossa atual complexidade. A película não nos representa mais.

A primeira viagem do homem à lua faz agora quarenta anos, aconteceu em julho de 1969. Nada ainda se compara a esta façanha sonhada por escritores e pintores. A ficção científica foi uma fonte de inspiração para o cinema, com imagens desérticas, espaçonaves prateadas, seres híbridos. Mas um aspecto, um aspecto bem especial foi observado por Dave Scott, o sétimo homem a pisar na lua: “dentre todos os escritores de ficção científica, nenhum deles ousou sonhar que o mundo estaria vendo a chegada do homem à lua pela televisão”.

Clique no link abaixo para ler meus comentários sobre alguns dos trabalhos e sobre o festival.
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Clique aqui para ler o restante do post.

#8.ART

21/10/2009 by maquinacriadora

#8.ART

Escrevo para registrar a minha “participação à distância” com um artigo no #8.ART (8° Encontro Internacional de Arte e Tecnologia), que aconteceu em Brasília entre os dias 16 e 20 de Setembro.

Direto do site (www.fav.ufg.br/8art):

(…) o #8.ART propõe como objetivo desvelar a complexa relação política, social e identitária, visando evidenciar o pensamento artístico, por meio de noções emergentes que permitem compreender e aprofundar as teorias que nascem a partir de novos paradigmas estéticos vinculados à simbiose dos pensamentos sistêmico, artístico, científicos, tecnológico, estético e político.

O texto com o qual participei do encontro é o mesmo que apresentei na ANPAP (leia neste post), chamado O Processo Criativo em Meios Digitais: uma metodologia de análise, escrito em co-autoria com Gilbertto Prado (ECA USP/CNPq). Infelizmente eu não pude estar lá para apresentar o texto e prestigiar o evento.

Fazia parte da programação do congresso a exposição Instinto, na qual estava exposta a obra Desluz, do grupo Poéticas Digitais (ECA-USP). Leia mais sobre o Desluz neste post.

Reflexões pós-ANPAPianas

08/10/2009 by maquinacriadora

ANPAP, Setembro de 2009. Apresentação de Daniel Ferreira.

Antes que o tempo passe e as memórias se percam, seguem algumas reflexões pós-ANPAPianas:

  • Tive o prazer de apresentar na mesma mesa com Fábio Fon (da UFRN, com seu projeto “CTRL+ART+DEL”), Edgar Franco (da UFG, artista, músico e quadrinista) e Hermes Renato Hildebrand (da UNICAMP, que eu tive o prazer de finalmente conhecer pessoalmente).
  • Também se apresentaram no congresso os colegas Tatiana Travisani e Agnus Valente.
  • Me interessaram especialmente as falas de Vania Elisabeth (UFRGS, projeto ‘Latência e Ativação’, sobre o processo criativo – belos trabalhos/esculturas) e Melissa Rocha (projeto de intervenção urbana Kaza Vazia).

Enfim, o congresso foi muito produtivo e bem organizado (apesar da falta de internet), e Salvador estava deveras agradável. Agradeço a todos que contribuiram com valiosos comentários e referências ao meu projeto!

Clique aqui para ver algumas fotos.

Você Viu Este Gato?

30/09/2009 by maquinacriadora

Recebi este cartaz de uma mulher misteriosa durante o encontro da ANPAP em Salvador. Diz pra divulgar, estou divulgando!

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Infos no cartaz

Youtube Cinema

29/09/2009 by maquinacriadora

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Acabo de ler um artigo na WIRED sobre neuromarketing aplicado ao cinema. Seguem alguns trechos (traduçao e grifos meus):

Os cineastas serão capazes de identificar precisamente quais sequências/cenas excitam, envolvem emocionalmente ou perdem o interesse do público com base em quais regiões do cérebro são ativadas. A partir desta informação o diretor pode editar, re-filmar uma performance ruim, ajustar uma trilha sonora, incrementar os efeitos especiais e aplicar quaisquer outras mudanças para melhorar ou substituir as cenas menos cativantes.

(…) Esta tecnologia não faz lavagem cerebral em ninguém. O cérebro de um espectador vai revelar as suas preferências pessoais, enquanto criadores serão capazes de prestar atenção a aqueles detalhes importantes de forma a produzir filmes melhores e saber como vendê-los de maneira efetiva.

Considero a neurociência como uma das áreas mais interessantes da atualidade, mas a prática sugerida por este artigo me incomoda.

Se não se trata exatamente de uma “lavagem cerebral” (embora a longo prazo seja praticamente isso), quando a própria mente passa a determinar o mundo ao seu redor o resultado me parece ser uma espécie de curto-circuito mental. Não é surpresa que essa estratégia seja adotada pela indústria do entretenimento (gostemos ou não, o neuromarketing já existe a um bom tempo, nos ajudando a identificar as nossas mais profundas necessidades).

Só espero que esse tipo de abordagem não se torne prática comum na produção artística e cultural de uma maneira geral. Quando eu vou ao cinema a última coisa que eu quero ver é o que eu espero ver.

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Desluz

21/09/2009 by maquinacriadora

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Desluz é o mais novo projeto do grupo Poéticas Digitais (ECA USP).

Um cubo de luz, cujo brilho só pode ser visualizado através do visor de um dispositivo de captura de imagens digital (como um celular ou uma máquina fotográfica digital), está em exposição no 8# ART em Brasília, cuja temática é “Sedução”. A frequência da oscilação da luz infravermelha produzida pela peça é determinada pela atividade detectada por uma  webcam que captura a movimentação na Rua Augusta, em São Paulo (região movimentada da cidade, com bares, baladas e prostíbulos).

A minha participação no projeto se deu principalmente nas discussões teoricas iniciais, e agora como zelador da webcam que captura a esbórnia da noite paulistana.

Mais informações, imagens, videos e outros registros sobre a obra em breve aqui e no site do grupo Poéticas Digitais.

Edit 1: um belo vídeo com imagens do projeto filmado/editado por Maurício, Lucila e Claudia está disponível agora no youtube, aqui.

Edit 2: o nome da exposição não era “Sedução” e sim “Instinto”. Leia mais sobre o 8#.ART neste post.

18o Encontro da ANPAP

20/09/2009 by maquinacriadora

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Do dia 22 ao 26 deste mês acontecerá o 18o Encontro da ANPAP (Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas) em Salvador.

Direto do site (www.anpap.org.br):

Diante das temáticas dos últimos cinco encontros da ANPAP e considerando o hibridismo, interfaces e permeabilidades das linguagens artísticas na contemporaneidade a diretoria deliberou que o tema do 18º Encontro da Associação será: Transversalidades nas artes visuais.

Participarei apresentando o artigo O Processo Criativo em Meios Digitais: uma metodologia de análise, que escrevi em co-autoria com Gilbertto Prado (ECA USP/CNPq).

3a. Convenção Internacional de PureData

27/07/2009 by maquinacriadora

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Neste mês aconteceu o pd~con09 (3a. Convenção Internacional de PureData), com atividades e apresentações em diversos pontos de São Paulo.

Direto do blog:

Puredata (ou Pd) é um software livre adotado em trabalhos Artísticos (Multimídias e interativos) (…). A Convenção internacional de Puredata é um evento periódico, e o mais importante da comunidade de desenvolvedores, usuários e entusiastas em geral do Pd.”

Como eu vinha brincando com o Pd nas últimas semanas, fiquei curioso para ver pelo menos algumas das apresentações. Fui no dia 24, uma chuvosa sexta-feira, e vi algumas performances no auditório do SESC Av. Paulista.

A apresentação que mais me interessou foi a Silent Construction de Jaime Oliver (Peru), tanto pela beleza visual como pelas texturas sonoras que o artista gerou com o instrumento – uma espécie de “tambor silencioso”, cujo som é gerado com base nos gestos realizados pelo artista sobre uma película e capturados por uma câmera. Clique aqui para assistir um vídeo da performance, inclusive com algumas cenas “dos bastidores” do funcionamento do algoritmo utilizado (infelizmente não é a mesma que eu vi – a iluminação estava bem mais bacana, tudo escuro e com apenas uma luz dentro do tambor).

Outra apresentação legal foi a [kleine machine], poesia digital da dupla/casal HP Process (França), misturando som, vídeo e captura de movimento em uma espécie de narrativa híbrida, tudo girando em torno da imagem capturada em tempo real de uma mulher em um vestido vermelho (que por sinal terminou a performance no chão do palco). Tem alguns vídeos e audios no myspace deles (vale avisar que páginas no myspace tendem a sobrecarregar o processamento do browser).

Enfim, pelo pouco que pude ver, a convenção parece ter sido bem legal. A única crítica que eu faço é sobre o som, que estava excessivamente alto. Tenho certeza que muita gente que estava na platéia naquela noite foi pra casa com os tímpanos danificados.

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